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Geografia, Sociologia

Revolução Industrial

A Revolução Industrial ocorreu pioneiramente na Inglaterra, por volta de 1790 (século XVIII) e modificou profundamente os sistemas de produção que, até então, predominava-se o artesanato. Com o fim da Idade Média e início da Idade Moderna, o capitalismo industrial somado aos burgueses ávidos por maiores lucros, foram às bases para o intenso crescimento populacional de regiões urbanas inglesas.
A Primeira Revolução Industrial foi marcada pelo surgimento da máquina a vapor, do trem a vapor e da intensa queima de carvão mineral que se encontrava em abundância na Inglaterra que, por esse motivo, fora pioneira na Revolução industrial. Outros fatores são atribuídos pelo pioneirismo inglês como: Disponibilidade de mão de obra barata; Disponibilidade financeira, por parte dos burgueses com interesses de ampliarem seus lucros; bem como mercado consumidor;

A sociedade fora reorganizada, frente à Revolução Industrial, pois a mão de obra humana foi substituída pelas máquinas que produziam maior quantidade em menor tempo, bem como facilitou e intensificou a mobilidade de transportes e migrações de longas regiões.
Karl Marx (sociólogo alemão) criticou a classe proletariada (trabalhadores) como alienados, pois eles passavam grande parte da vida desenvolvendo a mesma atividade e não sabiam o que estavam produzindo. Por esse motivo, seu trabalho era alienado.

No filme Tempos Modernos, o ator Charles Chaplin interpretou o alienado trabalhador, segundo Marx, onde o mesmo representa um operário que passa o tempo todo apertando um parafuso.

É importante resaltar que as fábricas dessa época contavam com operários que trabalhavam até 18 horas diárias, homens, mulheres e crianças, que não possuíam férias, descanso semanal, plano de saúde, dentre outros direitos trabalhistas e trabalhavam em ambientes com poucas iluminações, quentes, sujos e de precária higienização.
Esses operários que saíram de regiões agrárias para urbanas (êxodo rural), foram em busca de melhores qualidades de vida e emprego, onde ao chegarem às cidades, trabalhavam em fábricas precárias e moravam em cortiços, que eram quartos, sujos e escuros, alugados para os operários apenas dormirem e tomarem banho. Os espaços eram pequenos e frequentemente, viviam famílias que dividiam o chão para dormir.
Nessas precárias condições de trabalho, em toda a Europa, trabalhadores se reuniram e criaram sindicatos que buscavam por meio de mobilizações, melhores condições de trabalho e com o tempo conquistaram as férias remuneradas, descanso semanal, redução da carga horária de trabalho, dentre outros.
Durante o século XIX, ocorreu a Segunda Revolução Industrial que fora uma resultante do avanço técnico cientifico.
Esse período marcou o apogeu industrial da França, Alemanha, Estados Unidos da América, bem como Inglaterra que tiveram um exponencial aumento da população urbana (êxodo rural).
A Segunda Revolução Industrial é reconhecida pelo aperfeiçoamento e surgimento das indústrias metalúrgicas, farmacêutica, química, transporte e a indústria elétrica. Nesse contexto, as cidades tinham acesso a navios e aviões que atravessavam longas distancias, em virtude da queima do petróleo que substituiu em maioria o uso do carvão mineral, além das cidades serem iluminadas por energia elétrica (habitações, ruas e industrias).

Após o período da Segunda Guerra Mundial (1940-1945), surge a Terceira Revolução Industrial, sobretudo nos Estados Unidos da América, e marca a difusão da energia nuclear e do setor informático (software e hardware); além do fortalecimento do sistema capitalista; conquista dos direitos trabalhistas; crescimento econômico da Alemanha e Japão; A globalização e a produção multinacional que permitiram a entrada dos países emergentes no cenário econômico internacional; além da internet, da biotecnologia e da nanotecnologia.
A Revolução Industrial provocou concentração de riqueza, poluição sonora, hídrica e atmosférica, segregação social, intensificou o desemprego, bem como a disputa do mesmo ao que concerne da qualificação da mão de obra.
O desemprego é reconhecido pelos governos, sobretudo de países em desenvolvimento, como um problema social, pois é com base no emprego que o individuo consegue dinheiro e conquista condições básicas de sobrevivência.

Espero ter contribuído com seus estudos,
Prof. Ramon Bieco.

Sobre Ramon Bieco

Professor de Geografia desde 2009

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